Oláaa, depois de anos sem postar aqui, senti a necessidade de escrever meus pensamentos em algum lugar...
Acho que o facebook seria muita exposição, então lembrei do meu glorioso blog em que nem preciso deixar privado pq não só eu venho aqui e leio mesmo!
Meus desabafos são os de muitos da geração Y. Liberdade e atual estilo de vida.
Só pra me contextualizar pro meu eu futuro, esta é a situação que estou vivendo: último semestre do mestrado sem futuras perspectivas de emprego/doutorado. Sabemos que fim do um semestre já é corrido, imagine agora o último, aquele que clama por resultados prontos, publicações e divulgação do seu trabalho de 1 ano e poucos meses. Prazos batem na minha porta diariamente. Deveria estar feliz, pois sou paga para isso e daqui 6 meses não terei nem essa responsabilidade, nem salário garantido. Sim, Brasil em crise é sinônimo de maior competitividade e essas coisas todas que diminui a qualidade de vida dos cidadãos. Doutorado é algo que não gostaria pois é mais um título que seria adicionado no meu currículo sem que tivesse experiência alguma no mercado de trabalho.
O mercado de trabalho... na verdade ele pode não se aquilo tudo o que eu penso, mas o pouco que eu me preocupo, já tenho preguiça de ter que encarar isso.
Outro dia a estagiária me disse que estava no curso "Na prática" da Fundação Estudar. A Fundação Estudar é uma instituição que acredita no potencial do jovem para mudar o mundo e dá oportunidades para eles. Seu principal objetivo é a ~Paz Mundial~. Eles oferecem cursos, como exemplo esse Na Prática, que ensina como você vender seu peixe melhor, como ir bem em entrevistas, essas coisas competitivas do mercado de trabalho. Este curso é limitado para 600 ou 700 estudantes, e minha amiga foi uma desses estudantes selecionados, dentre 11 mil pessoas. Enfim, foram dois dias de correria, ela disse que o primeiro eram esses cursos e treinamentos. O segundo eram essas centenas de estudantes tentando se destacar e conversando com 40 representantes de empresas, ou seja, botando em prática o que tinham aprendido no dia anterior. As vezes a conversa era ela mais 3 concorrentes atrás de um destaque! Nisso, eu pensei: que porra de paz mundial é essa? Sério que é assim que eles buscam a paz mundial?
Eu estudei para ter um emprego ótimo. Se tivesse essa oportunidade na época do meu pai/mãe/avós/bisavós, com certeza isso teria facilitado a ascensão pro emprego ideal. Mas hoje gente, hoje ter estudado é ~o mínimo~! Ou seja, tenho que correr atrás do mercado de trabalho.
Outro questionamento que faço: quero mesmo entrar nesse mercado de trabalho, em que um come o outro, em que a qualidade de vida da sociedade e ambiental só deteriora?
Se eu de fato quiser entrar nessa vida, sei que a linha que eu quero seguir é: capitalismo consciente/economia compartilhada/empreendedorismo social e/ou ambiental. Ainda assim, fico com um pouco com o pé atrás desse novo modo de pensar.
Hoje, sábado 27/08, tirei o dia para fazer o mínimo possível. Fds passado foi uma bosta, mal fiquei com o meu namorado por causa de uma porra de resumo estendido que nem era obrigatório fazer e, além de já ficar bem mal com o fds, ainda levei carcada de uma pessoa que precisa de atenção.
Talvez eu seja muito fraca com minhas poucas responsabilidades, mas já fiquei mal por ter elas ocupando meu fds quase inteiro.
Ando lendo alguns livros de um ano pra cá que me fez confirmar meu senso do atual estilo de vida. Hoje eu acordei 11h e decidi ver coisas pendentes, como por exemplo filmes dos livros que andei lendo. No caso, preferi começar com o documentário do Walden. Tem noção que em 1854, desde o início da revolução industrial, já tinha gente decepcionada com o caminho que a sociedade estava tomando, tanto no modo de vida quando nas questões ambientais? E mesmo assim as coisas continuaram da forma que vemos hoje! É um livro tão atual que me faz pensar como deve ser viver os dois anos e dois meses que Thoreau viveu. Sabe, cogito essas coisas e com minha situação atual, eu to cada vez tentada a isso.
Então, após ver esse documentário, procurei no youtube o filme de Admirável Mundo Novo. Vi que era 3 horas e então deixei pra depois. Nisso, acabei vendo a entrevista de Aldous Huxley. Chesus, como pode esse livro/entrevista se encaixar tanto com hoje! Como a gente prevê as coisas e ficam por isso mesmo, por quê?!
Após ver essa entrevista, lembrei da placa e da conversa que tive com meus amigos em 2009.
Na época eu tinha em mente que preferiria Paraíso. Hoje eu não sei. Eu talvez ainda escolha paraíso, pq paraíso é um lugar que ainda é agradável de se viver, mas com liberdade limitada.
Enfim, acho que consegui escrever um pouco do que eu penso. Em breve tenho que passear com a Lana e ir pro CNPEM cuidar de planta. Ainda hoje tenho que ir atrás de ver meu namorado e se der amigos, mas os ânimos são poucos e após toda essa reflexão, não sei se dou conta de ficar animada... ainda mais pq as pessoas ao meu redor também estão passando por isso =/
Espero que meu eu futuro consiga abrir uma empresa inovadora que ajude tanto a sociedade quanto o meio ambiente. Acho que esse é o meu atual sonho.
Beijinhos e até mais,
Laís
sábado, 27 de agosto de 2016
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